
Sensação de que a testa está ficando maior por vezes associada a perda da sobrancelha: esse é o principal relato que o paciente com alopecia fibrosante frontal leva para o consultório dermatológico. Trata-se de uma enfermidade recente, descoberta nos anos 90, da qual não se sabe precisamente a causa e que vem aumentando de forma expressiva. O grupo preferencial de incidência são as mulheres na fase de pós-menopausa. Os sintomas mais significativos são a perda de cabelo na chamada linha de implantação e a escassez de pelos nas sobrancelhas, além de coceira, ardor e queimação. Em alguns casos, há queda de fios em outras partes do corpo e surgimento de pápulas e manchas faciais. É sabido que questões de ordem genética, hormonal e imunológica estão na raiz do problema, bem como alguns gatilhos ambientais. Sabe-se também que o diagnóstico precoce é uma ferramenta importante para combater a condição, devido ao fato de que os fios de cabelo perdidos são substituídos por uma cicatriz estéril – o que justifica a classificação de alopecia cicatricial dada pelos médicos. Por isso, a qualquer sinal de alteração no desenvolvimento capilar, deve-se procurar imediatamente um dermatologista.
TRATAMENTO
Geralmente, o tratamento da alopecia fibrosante frontal envolve combinações medicamentosas, sejam elas tópicas, orais ou injetáveis. A escolha deve ser feita após minuciosa análise do especialista, variando de caso a caso.